"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tinnitus (Ringing in the Ear)

One well-known effect of overexposure to noise is hearing loss, or the inability to hear certain sounds. But another risk is a phenomenon that is just the opposite: perceiving sounds when there are none. This perception of sound when no external sound is present is called tinnitus, or "ringing in the ear." 

What Does Tinnitus Sound Like? 
People with tinnitus hear noises in their ears. Each person with tinnitus experiences it differently. "Tinnitus" is from the Latin word for "ringing," and to some people the noise does indeed sound like ringing. Others describe their ear noise as roaring, rushing, hissing, chirping, beeping, buzzing, whistling, or clicking. The sound might be high-pitched, low-pitched, or multi-toned, or it might sound like static. It might seem to be in one ear, both ears, or inside the head. The sound might be constant, or it might come and go. It might be just barely noticeable, or it might seem screamingly loud. 

Nearly everyone experiences ear noise; in total silence, most people will report hearing faint buzzing, pulsing, or whirring sounds, the normal compensatory activity of the nerves in the hearing pathway. It's when these sounds are intrusive that it becomes tinnitus. 

What Causes Tinnitus? 
Tinnitus may be caused by various drugs, ear disorders, infections, injuries, or psychiatric disorders, but the most common cause by far is loud noise, such as from explosions, gunfire, amplified music, farm machinery, or emergency sirens. Many rock musicians develop tinnitus, and it is common among combat veterans. Ninety percent of people with tinnitus also have some degree of hearing loss. 

Like hearing loss, tinnitus can occur temporarily, brought on by an episode of too much noise, or it may happen after years of overexposure to noise. It can appear suddenly or gradually. 


What Is It Like to Have Tinnitus? 
Tinnitus is a subjective experience. Similar to the experience of pain, the annoyance of tinnitus cannot be measured objectively. Some people hardly notice the noise unless they consciously turn their attention to it. For others it may disrupt sleep and concentration, and can cause depression and emotional shifts. According to the American Tinnitus Association, about 25% of those with tinnitus find it disturbing enough that they seek medical attention for it, and for about 4% of sufferers, it is so debilitating that it seriously interferes with normal daily functioning. For a few people the experience is so agonizing that they are driven to consider suicide. 

How Is Tinnitus Treated? 
Tinnitus is a symptom, not a disease, and there is no cure. Even in some cases where the auditory nerves have been severed (during the removal of a tumor from the inner ear, for example), so that the patient loses all physical hearing, tinnitus can persist. 

There are a range of treatment options for chronic tinnitus; no one treatment works for everyone. Many treatments focus on helping the person learn to coexist with it, using a variety of stress management and relaxation techniques, counseling, and sometimes antidepressants or other drugs. Some people find it helpful to mask the ringing in the ear by using white noise, and there are in-ear white noise devices made for this purpose. 

Two treatments, tinnitus retraining therapy and Neuromonics, combine directive counseling with white noise or music that is individually engineered for the patient's audiological profile, to teach the brain circuitry to filter out the tinnitus signals. These treatments take six months to two years and cost several thousand dollars. 

Temporary Ringing in the Ear? 
If you experience temporary ringing of the ears from an exposure to loud noise, consider it a warning sign. First, immediately leave the loud environment, or put in ear plugs if that is not possible. Next, rest your ears for 24 hours, meaning no loud sounds at all, to give your ears a chance to recover. And lastly, next time you are in a similar environment in the future, be sure to wear hearing protection. There are plenty of tinnitus sufferers who will tell you that you don't want their nightmare. 

From NoiseHelp

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

5 ways to listen better - Julian Treasure


In our louder and louder world, says sound expert Julian Treasure, “We are losing our listening.” In this short, fascinating talk, Treasure shares five ways to re-tune your ears for conscious listening — to other people and the world around you.

(Recorded at TEDGlobal 2011, July 2011, in Edinburgh, Scotland. Duration: 7:50.)

From TED

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Evelyn Glennie shows how to listen

Evelyn Glennie is a scottish percussionist and composer. She lost nearly all of her hearing by age 12. Rather than isolating her, it has given her a unique connection to her music.

In this soaring demonstration, deaf percussionist Evelyn Glennie illustrates how listening to music involves much more than simply letting sound waves hit your eardrums. She leads the audience through an exploration of music not as notes on a page, but as an expression of the human experience. Playing with sensitivity and nuance informed by a soul-deep understanding of and connection to music, she talks about a music that is more than sound waves perceived by the human ear. She illustrates a richer picture that begins with listening to yourself, and includes emotion and intent as well as the complex role of physical spaces — instrument, concert hall and even the bones and body cavities of musician and listener alike.



Recorded February 2003 in Monterey, California. Duration: 32:20
From TED

Another great testimony illustrating that hearing loss doesn't imply the loss of musicality! :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cérebro reduz visão para 'ouvir melhor'

O cérebro pode diminuir nossa acuidade visual para que possamos ouvir música e sons complexos, dizem especialistas do Wake Forest University Baptist Medical Center e da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.


Um estudo envolvendo 20 maestros e 20 pessoas sem formação musical específica revelou que ambos os grupos direccionam a actividade cerebral "para fora" das áreas associadas à capacidade de visão durante tarefas auditivas. A realização de exames de ressonância magnética evidenciam a queda de actividade nestas áreas e consequente aumento de actividade noutras.

Durante uma conferência da Society for Neuroscience, os pesquisadores afirmaram que as alterações foram menos intensas nos maestros do que nos leigos durante tarefas auditivas mais complexas.

A amostra do estudo, composta por indivíduos com idades compreendidas entre 28 e 40 anos, foi submetida à audição de duas notas musicais separadas por um intervalo de tempo de alguns milionésimos de segundo. Pretendia-se que identificassem qual das notas tinha sido tocada primeiro.Como esperado, os cientistas verificaram que a actividade aumentou no zona cerebral associada à audição e diminuiu nas áreas responsáveis pela visão.

À medida que a tarefa ficava mais difícil, verificava-se, nos participantes sem formação musical, um maior desvio da actividade cerebral para longe das regiões visuais do cérebro, a qual se concentravanas regiões auditivas.

No caso dos maestros, no entanto, a transferência de actividade entre as diferentes regiões do cérebro cessou após um certo ponto, indicando que os anos de treino auditivo no desempenho profissional podem ter alterado a forma como seus cérebros estão organizados.

Trata-se, literalmente, de "fechar os olhos para ouvir música", citando o cientista responsável pelo estudo, Jonathan Burdette.


Informação acedida em:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/11/05/327031479.asp

Imagem acedida em:

http://us.cdn3.123rf.com/168nwm/logos/logos0912/logos091200362/6310245-young-woman-listening-to-music-with-eyes-closed-over-white-background.jpg


quarta-feira, 26 de maio de 2010

som VS ruído

O som pode ser definido como um fenómeno físico que consiste numa perturbação de um meio material elástico, provocando uma sensação auditiva. É a variação da pressão atmosférica que ocorre dentro dos limites de amplitude e banda de frequência aos quais o ouvido humano responde (Gerges, 1992). Para que o som se propague é necessário a existência de um meio elástico que possa entrar em vibração – líquido, sólido ou gasoso (o ar) –, a uma velocidade uniforme, constante, independentemente da amplitude das amplitudes das vibrações, da sua frequência e da sua forma (Moutinho, 2000).


O ruído é um sinal acústico aperiódico, originado da sobreposição de vários movimentos de vibração, com diferentes frequências que não apresentam relação entre si. Para além de um determinado nível, torna-se incómodo, sendo um obstáculo à compreensão de fala e, consequentemente, à comunicação. Contribui, também para o aumento da fadiga, podendo causar alteração ao nível do Sistema Nervoso e mesmo traumatismos auditivos. Quando o ruído é intenso e a exposição a ele é continuada a mais de 85dB durante oito horas por dia, ocorrem alterações estruturais na ouvido interno, que determinam a ocorrência da PAIR.

O ruído faz parte das rotinas do no
sso dia-a-dia.
Desde a concepção do ser humano que este está sujeito a ser exposto a níveis elevados de ruído, como por exemplo, durante o período de gestação, caso a progenitora trabalhe num posto de trabalho com ruído constante superior a 85 dB, ou, ainda, caso o bebé nasça prematuramente e tenha necessidade de ser incubado, ficando sujeito a níveis de pressão sonora que podem atingir até 130 ou 140dB.

Durante a infância, é comum a criança estar rodeada de brinquedos e electrodomésticos que constituem fontes de ruído, podendo atingir os 100dB. Segundo alguns autores, a entrada na escola, onde a criança permanece em média quatro horas por dia, dita a exposição a uma média de 70dB, podendo atingir até 94,3dB.

Na adolescência, é normal ganhar determinados hábitos de lazer que envolvem, geralmente, uma elevada quantia de ruído, tais como, frequentar bares nocturnos ou discotecas, assistir a concertos, andar de motociclo ou ciclomotor, utilizar leitores de música com auscultadores, entre outros.

Numa fase adulta, a entrada no mercado de trabalho, pode significar passar uma média de 8 horas por dia exposto a ambientes de trabalho com níveis de pressão sonora muitas vezes excessivos, isto é, com mais de 85 dB.

Estes comportamentos tornam-se especialmente perigosos quando se trata de ruídos intensos em exposição prolongada, e quando combinados com outros factores de risco que potenciam os efeitos negativos do ruído sobre a audição, como produtos químicos, vibração, variações de temperatura e o uso de alguns mediacamentos.

Este estilo de vida urbano, nem sempre opcional, leva à incorporação do ruído no quotidiano como se fosse algo natural e, portanto, inofensivo. No entanto, a exposição a ruído intensa e/ou prolongadamente provoca uma diminuição da acuidade auditiva, podendo esta retornar à normalidade, após um período de afastamento do ruído. Por outro lado, em caso de exposição ao ruído de forma súbita e muito intensa, pode ocorrer trauma acústico, lesando, temporária ou definitivamente, diversas estruturas do ouvido.

Actualmente, o ruído é considerado a terceira maior causa de poluição ambiental, ficando quantitativamente abaixo da poluição da água e do ar. Em 1992, no rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento foram apresentados estudos que indicam que cerca de 110 milhões de pessoas estão expostas a ruído de níveis que provocam doenças no ser humano. A perda auditiva, por sua vez, afecta mais de 16% da população mundial.

Bibliografia:

  • Celani, A. C. (1991). Brinquedos e seus níveis de ruído. Revista Distúrbios Comunicação, v. 4, n. 1, p. 49-58;
  • Feldman, A. S. & Grimes, C. T. (1985) Hearing conservation in industry. Baltimore: The Williams & Wilkins
  • França, D. (2000). O ruído presente nas salas de aula em Curitiba: um assunto a ser refletido pelos fonoaudiólogos. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 4, n. 6, p. 65-67;Hartikainen, A. L. et al. (1994). Effect of occupational noise on the course and outcome of pregnancy. Scand J Work Environ Health, v. 20, n. 6, p. 444-450;
  • Hear the world (2010). Towards better hearing, acedido em http://www.hear-the-world.com/fileadmin/media/pdf/en/GB_Hearing_Guide.pdf, a 5 de Maio de 2010;
  • Lacerda, A.; Magna, C.; Morata, T.; Marques, J. & Zannin, P. (2005). Ambiente Urbano e Percepção da Poluição Sonora. Revista Ambiente & Sociedade. V. 8, n.2, p.85-98;
  • Ministério da Saúde (2006). Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair). Brasília: Editora MS;
  • Nurminen, T. (1995). Female noise exposure, shift work and reproduction. Journal of Occupational and Environmental Medicine, v. 37, n. 8, p. 945-950;
  • Organização Mundial de Saúde (1993). Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento do CID-10: Descrições clínicas e directrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas;
  • Silva, L. F. (2002). Estudo sobre a exposição combinada entre ruído e vibração de corpo inteiro e os efeitos na audição de trabalhadores. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Pintura de Edvard Munch, intitulada "O grito"