"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)
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sábado, 6 de abril de 2013

What is Noise-induced hearing loss?

It's loss of hearing caused by exposure to loud noises. When exposed to loud noise the tiny hairs inside the ear (more specifically the cochlea) are damaged. These hairs can repair themselves if only a small amount of damage is done, however over time repeated exposure to loud noise can cause permanent damage. It can be caused by a one-time exposure to an intense “impulse” sound, such as an explosion, or by continuous exposure to loud sounds over an extended period of time, such as noise generated in a woodworking shop.




People of all ages, including children, teens, young adults and older people, can develop Noise-induced hearing loss (NIHL). Exposure occurs in the workplace, in recreational settings and at home. Recreational activities that can put someone at risk of NIHL include target shooting and hunting, woodworking, listening to or playing loud music and other hobbies. Harmful noises at home can come from music, lawnmowers, leafblowers and other power tools.

Info from National Institute on Deafness and Other Communication Disorders
Image from Action on Hearing Loss

domingo, 10 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Músicos de Rock: profissionais em risco

O ruído é um dos principais agentes físicos presentes nos ambientes de trabalho pelo que se torna um dos maiores focos de atenção por parte dos profissionais de higiene e segurança da saúde do trabalhador.

Todos os sons têm potencial de serem descritos como ruído, pois a classificação de ruído trata-se de algo subjectivo, sendo a sua distinção referente ao facto de ser ou não desejável. Todavia, a denominação ruído é utilizada para descrever um sinal acústico aperiódico, originado da superposição de vários movimentos de vibração, com diferentes frequências, as quais não apresentam relação entre si.

A música é considerada como um som agradável. Sons prazerosos (como a música) são menos perigosos do que os sons não desejados (como o ruído industrial), mas não deixam de ser um factor de risco para perdas auditivas.

O estudo de Pfeiffer, Rocha, Oliveira & Frota (2007) tem como objectivo verificar a mudança temporária do limiar de audição em músicos durante um concerto de rock. Foram avaliados seis músicos, componentes de uma banda de rock, do sexo masculino, com idades variando entre 20 e 30 anos. Constatou-se que a exposição a elevados níveis de pressão sonora leva à ocorrência de certos efeitos físicos, como a insónia após o trabalho, a perda auditiva temporária e aparecimento do zumbido, apontados pelos músicos da amostra do estudo após o concerto.

Em 2004, foi estudada a diminuição da audição em DJ’s, por meio da audiometria tonal e da aplicação de um questionário. A pesquisa foi realizada com o objectivo de constatar a mudança temporária de limiar desses profissionais após uma noite de trabalho. Comprovou-se que estes profissionais devem ser inseridos no grupo de trabalhadores com risco de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados.

Nesta pesquisa, foi possível encontrar uma diferença estatisticamente significante dos níveis mínimos de audição antes e após o concerto. Tais diferenças revelam que a configuração das perdas auditivas induzidas por música aparenta uma alteração primária nos limiares entre 3000 Hz e 6000 Hz. Assim, compreende-se que os músicos podem apresentar mudanças temporárias de limiar auditivos, isto é, a alteração do reflexo acústico e redução na capacidade das células auditivas captarem e decifrarem a energia sonora que as atinge. Esta situação, a longo prazo poderá tornar-se numa perda auditiva induzida por ruído (PAIR), podendo verificar-se lesões que afectem algumas ou mesmo todas as estruturas do aparelho auditivo.

Por estas razões, os músicos devem ser considerados profissionais de risco para perda auditiva ocupacional. Sendo a perda auditiva ocupacional irreversível, mas passível de prevenção, torna-se necessária a divulgação desta informação entre estes profissionais.

Embora este estudo tenha sido feito com um número restrito de músicos, focando apenas um determinado tipo de música, considera-se que foi um passo na compreensão desta temática. Apesar disso, é necessário realizar mais pesquisas com uma amostra maior e envolvendo outras modalidades musicais.


Texto reduzido e adaptado a partir de:

Pfeiffer, M.; Rocha, R.; Oliveira, S.; Frota, S. (2007) Intercorrência audiológica em músicas após um show de rock. Revista CEFAC vol.9 no.3 São Paulo

Imagem acedida em:

http://assets.bizjournals.com/denver/blog/broadway_17th/2010/11/GuitarRockConcertWeb*275.jpg?v=1

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Napo, PAIR e Comunicação

Napo alerta-nos uma vez mais para os riscos da exposição prolongada a ruído, salientando o seu impacto sobre capacidades de comunicação e vivências sociais.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Perda Auditiva Induzida por Ruído


A exposição por tempo prolongado a ruído, isto é, a níveis de pressão sonora elevados, pode levar ao aparecimento de PAIR.
A PAIR trata-se de
uma alteração permanente dos limiares auditivos, e distingue-se das alterações auditivas temporárias e do traumatismo auditivo. Configura-se como uma perda auditiva do tipo neurossensorial, pelo facto de a alteração ocorrer ao nível da ouvido interno, por hav
er afecção do órgão de Corti e por refletir a morte lenta e gradual das células ciliares do órgão auditivo. Efectivamente, a maior característica da PAIR é a degeneração das células ciliadas do órgão de Corti, tendo sido, recentemente, demonstrado a ocorrência de lesões e de apoptose celular em decorrência da oxidação provocada pela presença de radicais livres formados pelo excesso de estimulação sonora.

É geralmente bilateral, pois é comum que ambos os ouvidos sejam igualmente expostos ao excesso de ruído. É de carácter progressivo e irreversível, o que quer dizer que agrava com o aumento do tempo de exposição ao ruído. Após a instalação da PAIR, a pessoa lesada não apresenta melhoria após o afastamento temporário e não existe tratamento eficaz, o que enfatiza a importância da prevenção.

A instalação da perda auditiva é lenta e progressiva, passando despercebida por muito tempo, o que faz com que o indivíduo só se dê conta do problema quando as lesões já estão avançadas. As dificuldades na percepção de sons e o zumbido são dos sintomas mais comummente relatados por portadores de PAIR. Pode, ainda, manifestar-se por alteração da selectividade de frequência, que provoca dificuldades em termos de discriminação auditiva.


Bibliografia:
  • Bamford, J.; Saunders, E. (1991). Hearing impairment, auditory, perception and language disability. 2nd ed. San Diego: California: Singular Publishing Group.
  • Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado do Rio de Janeiro e Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana / Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca / Fundação Oswaldo Cruz (2010). Fonoaudiologia na saúde do trabalhador. n1;
  • Ministério da Saúde (2006). Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair). Brasília: Editora MS;
  • Organização Mundial de Saúde (1993). Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento do CID-10. Descrições clínicas e directrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas.
  • Samelli, A. G. (2004). Zumbido: avaliação, diagnóstico e reabilitação: abordagens atuais. São Paulo: Lovise
  • imagem acedida em http://www.warrington.gov.uk/images/noise2_tcm15-23652.gif