"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Music is the soundtrack to our lives

Music is the soundtrack to our lives. BUT every time you listen to loud music for too long, you increase the risk of damaging your hearing.

If your exposure to loud music is repeated regularly, the damage could be permanent.
Remember - M.U.S.I.C.


quarta-feira, 30 de março de 2011

Sound level limits for personal music players and mobile phones

CENELEC Technical Committee 108X on ‘Safety of electronic equipment within the fields of Audio/video, Information Technology and Communication Technology’ was tasked to take the execution of the mandate on board. The work was performed by a dedicated working group with representatives and experts from market surveillance authorities, consumer interest organisations, research institutes, certification bodies and manufacturers.

The exercise resulted in the issuing of 2 amendments to already existing standards for ‘Safety of audio, video and similar electronic apparatus’ and 'Safety of information technology equipment', which passed a formal vote by the National Standardisation Committees at the end of 2010.

The approach adopted in the standard is based on a sound level limit of 85 dBA. This is a sound level that is considered to be safe under all reasonable foreseeable conditions of use. There is the possibility however for the user to choose to override the limit so that the sound level can be increased up to a maximum of 100 dBA. In this case the user has to be provided with warnings about the risks which are repeated following each 20 hours of listening time.


After publication of the amendments in early 2011, a transition period of 24 months will follow, during which the standard will be implemented at national level by the publication of national standards. By the end of the transition period, industry should have started to apply the standard to their products.
In the meantime, the working group is expected to continue with the next step of the mandated work, which is the development of "smart" methods of providing protection against excessive sound pressure levels from personal music players based on the measurement of sound dose.

Brussels, Belgium, 2011-02-09
More info here.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Revisão das normas de segurança dos leitores de música na União Europeia

Mp3, iPods e outros leitores de música pessoais vão passar a ter o volume limitado para evitar perdas de audição aos seus utilizadores.

Em causa está um mercado de 50 a 100 milhões de europeus que usam diariamente estes aparelhos, dos quais 10 milhões correm o risco de ter problemas auditivos, segundo as estimativas da União Europeia (UE).
Os equipamentos vendidos na UE passarão a ter obrigatoriedade de conter um dispositivo de regulação automática do volume, pretendendo impedir que sejam atingidos níveis sonoros susc
eptíveis de provocarem lesões auditivas.

Segundo um comité científico da UE, a utilização segura destes aparelhos depende não só dos níveis sonoros, como também do tempo de exposição a estes.
Na maioria dos leitores de música pessoais, o volume oscila entre os 60 e os 120 dB.

80 dB é o nível máximo recomendado para uma exposição máxima de 40 horas semanais.

Este processo de revisão de normas da segurança dos leitores de música mais seguros foi iniciado em Setembro de 2009 e poderá durar 24 meses, dado que envolve cientistas, representantes da indústria e dos consumidores, entre outros.

Actualmente, os fabricantes apenas têm obrigação de incluir um aviso de eventual perigo no manual de instruções...

Adaptado de [SOS ruído] de Isabel Lopes
in REVISTAÚNICA
#1960 22 Maio 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

som VS ruído

O som pode ser definido como um fenómeno físico que consiste numa perturbação de um meio material elástico, provocando uma sensação auditiva. É a variação da pressão atmosférica que ocorre dentro dos limites de amplitude e banda de frequência aos quais o ouvido humano responde (Gerges, 1992). Para que o som se propague é necessário a existência de um meio elástico que possa entrar em vibração – líquido, sólido ou gasoso (o ar) –, a uma velocidade uniforme, constante, independentemente da amplitude das amplitudes das vibrações, da sua frequência e da sua forma (Moutinho, 2000).


O ruído é um sinal acústico aperiódico, originado da sobreposição de vários movimentos de vibração, com diferentes frequências que não apresentam relação entre si. Para além de um determinado nível, torna-se incómodo, sendo um obstáculo à compreensão de fala e, consequentemente, à comunicação. Contribui, também para o aumento da fadiga, podendo causar alteração ao nível do Sistema Nervoso e mesmo traumatismos auditivos. Quando o ruído é intenso e a exposição a ele é continuada a mais de 85dB durante oito horas por dia, ocorrem alterações estruturais na ouvido interno, que determinam a ocorrência da PAIR.

O ruído faz parte das rotinas do no
sso dia-a-dia.
Desde a concepção do ser humano que este está sujeito a ser exposto a níveis elevados de ruído, como por exemplo, durante o período de gestação, caso a progenitora trabalhe num posto de trabalho com ruído constante superior a 85 dB, ou, ainda, caso o bebé nasça prematuramente e tenha necessidade de ser incubado, ficando sujeito a níveis de pressão sonora que podem atingir até 130 ou 140dB.

Durante a infância, é comum a criança estar rodeada de brinquedos e electrodomésticos que constituem fontes de ruído, podendo atingir os 100dB. Segundo alguns autores, a entrada na escola, onde a criança permanece em média quatro horas por dia, dita a exposição a uma média de 70dB, podendo atingir até 94,3dB.

Na adolescência, é normal ganhar determinados hábitos de lazer que envolvem, geralmente, uma elevada quantia de ruído, tais como, frequentar bares nocturnos ou discotecas, assistir a concertos, andar de motociclo ou ciclomotor, utilizar leitores de música com auscultadores, entre outros.

Numa fase adulta, a entrada no mercado de trabalho, pode significar passar uma média de 8 horas por dia exposto a ambientes de trabalho com níveis de pressão sonora muitas vezes excessivos, isto é, com mais de 85 dB.

Estes comportamentos tornam-se especialmente perigosos quando se trata de ruídos intensos em exposição prolongada, e quando combinados com outros factores de risco que potenciam os efeitos negativos do ruído sobre a audição, como produtos químicos, vibração, variações de temperatura e o uso de alguns mediacamentos.

Este estilo de vida urbano, nem sempre opcional, leva à incorporação do ruído no quotidiano como se fosse algo natural e, portanto, inofensivo. No entanto, a exposição a ruído intensa e/ou prolongadamente provoca uma diminuição da acuidade auditiva, podendo esta retornar à normalidade, após um período de afastamento do ruído. Por outro lado, em caso de exposição ao ruído de forma súbita e muito intensa, pode ocorrer trauma acústico, lesando, temporária ou definitivamente, diversas estruturas do ouvido.

Actualmente, o ruído é considerado a terceira maior causa de poluição ambiental, ficando quantitativamente abaixo da poluição da água e do ar. Em 1992, no rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento foram apresentados estudos que indicam que cerca de 110 milhões de pessoas estão expostas a ruído de níveis que provocam doenças no ser humano. A perda auditiva, por sua vez, afecta mais de 16% da população mundial.

Bibliografia:

  • Celani, A. C. (1991). Brinquedos e seus níveis de ruído. Revista Distúrbios Comunicação, v. 4, n. 1, p. 49-58;
  • Feldman, A. S. & Grimes, C. T. (1985) Hearing conservation in industry. Baltimore: The Williams & Wilkins
  • França, D. (2000). O ruído presente nas salas de aula em Curitiba: um assunto a ser refletido pelos fonoaudiólogos. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 4, n. 6, p. 65-67;Hartikainen, A. L. et al. (1994). Effect of occupational noise on the course and outcome of pregnancy. Scand J Work Environ Health, v. 20, n. 6, p. 444-450;
  • Hear the world (2010). Towards better hearing, acedido em http://www.hear-the-world.com/fileadmin/media/pdf/en/GB_Hearing_Guide.pdf, a 5 de Maio de 2010;
  • Lacerda, A.; Magna, C.; Morata, T.; Marques, J. & Zannin, P. (2005). Ambiente Urbano e Percepção da Poluição Sonora. Revista Ambiente & Sociedade. V. 8, n.2, p.85-98;
  • Ministério da Saúde (2006). Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair). Brasília: Editora MS;
  • Nurminen, T. (1995). Female noise exposure, shift work and reproduction. Journal of Occupational and Environmental Medicine, v. 37, n. 8, p. 945-950;
  • Organização Mundial de Saúde (1993). Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento do CID-10: Descrições clínicas e directrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas;
  • Silva, L. F. (2002). Estudo sobre a exposição combinada entre ruído e vibração de corpo inteiro e os efeitos na audição de trabalhadores. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Pintura de Edvard Munch, intitulada "O grito"