"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

OLHOS vs OUVIDOS


Estruturalmente a anatomia do ouvido apresenta cerca de 35 mil células ciliares internas.
Podem ser poucas comparadas com os 100 milhões de células fotorreceptoras que nos permitem ver.

No entanto, escutar é um acto passivo, não podemos escolher ouvir ou não ouvir: os ouvidos estão sempre "abertos". Quanto aos olhos, podemos "encerrá-los", fechando as pálpebras.


Ainda assim, em dias de muito sol, usamos óculos escuros para protegermos os nossos olhos.

E em dias de exposição a muito som, como durante festivais, concertos, trabalhos ruidosos, não deveríamos também proteger os nossos ouvidos?

Imagem acedida em:
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:4LmaxvwCLrGpzM:http://thesoundofbreathing.files.wordpress.com/2009/07/closed-eyes.jpg&t=1

sábado, 11 de dezembro de 2010

Napo e o ruído no trabalho

O Napo mostra-nos uma vez mais, de forma simples e explícita, os efeitos a longo prazo da falta de protecção auricular!



domingo, 5 de dezembro de 2010

Implicações no sistema vestibulo-coclear (não auditivas) devidas ao ruído


As consequências directas da exposição excessiva e/ou prolongada ao ruído sobre a capacidade auditiva são razoavelmente conhecidas. No entanto, esta exposição pode levar à manifestação de sequelas ao nível de outra função desempenhada por determinados componentes do órgão auditivo, nomeadamente, a função de equilíbrio.

O aparelho vestibulo-coclear apresenta dupla funcionalidade, sendo a cóclea responsável pela audição e o labirinto pela manutenção do equilíbrio.


Sabe-se que a exposição ao ruído, o uso de drogas e a exposição a substâncias químicas e/ou tóxicas são factores que podem causar perda parcial ou total das funções vestibulares e/ou cocleares.

Neste âmbito, Seligman desenvolveu um estudo, em 1993, no qual verificou que vários indivíduos, durante e após a exposição a níveis elevados de ruído, apresentavam distúrbios tipicamente vestibulares, nomeadamente, vertigens - acompanhadas, ou não, por náuseas - regurgitação (vómitos), suores frios, nistagmos, dilatação de pupilas, desmaios e, ainda, dificuldades no equilíbrio e na marcha.

Concluindo, as consequências decorrentes do ruído que se manifestam sobre o órgão auditivo não se confinam apenas ao nível da audição, podendo traduzir-se, de igual modo, no equilíbrio e na locomoção e, consequentemente, na funcionalidade quotidiana perante tarefas aparentemente simples, como por exemplo andar, sentar numa cadeira ou levantar da cama ao acordar.

Bibliografia:
Seligman, J. (1993). Efeitos não auditivos e aspectos psicosociais no indivíduo submetido a ruído intenso. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia., 59.9-257.





terça-feira, 9 de novembro de 2010

Para quem gosta de ouvir música ...

... e pretende continuar a ouvir com qualidade até pelo menos aos 100 anos...
... é melhor pensar duas vezes no volume do leitor de música!

Dêem uma olhadela neste filme.

Acedido em Make Love not Hearing Loss

domingo, 31 de outubro de 2010

Make love not hearing loss

Passeando por mundos cibernáuticos descobri um blogue irmão d'E tudo o ruído levou. Dêem uma olhadela: Make Love Not Hearing Loss

Fiquei sensibilizada com umas imagens vi e decidi partilhá-las. Porque usar tampões auditivos é preservar a saúde auditiva, e pode ser um acto de muita arte...! :)



















Vê aqui como usá-los

domingo, 10 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Festivais, ruído e CHECK-IN

Como frequentadora assídua de festivais, conheço o CHECK-IN há coisa de quatro anos. Os responsáveis pelo CHECK-IN autodefinem-se como um grupo de pessoas que procuram contribuir para uma melhor Gestão de Prazeres e Riscos associados ao consumo de substâncias psicoactivas e à sexualidade. O CHECK-IN intervém em contextos festivos de qualquer tipo, desde festas de música electrónica, festivais de verão, festas académicas etc.

Fiquei sinceramente e positivamente fascinada quando, no Boom 2010, ocorrido no passado mês de Agosto, me deparei com a divulgação de Informações relativas a um novo tema: o ruído! Desconhecia esta vertente de divulgação do CHECK-IN e fiquei motivada para a causa deste blogue, pois considero ser um dos pontos mais importantes a prevenir no seio de eventos festivos como o Boom. Em contrário, e considerando que apenas uma pequena parcela da população está consciencializada para os perigos de ouvir música em alto volume, teremos tendência a sofrer uma degradação gradual do órgão auditivo, e consequentemente, da capacidade de desfrutar o maravilhoso mundo da música, os concertos mais inquietantes e os festivais mais interessantes...


Passo a citar alguma da informação disponíibilizada pelo CHECK-IN:

OUVE BEM…
TÁS A OUVIR!?...
Para quem aprecia a música é muito importante preservar a audição em boas condições para continuar a curtir o som com a mesma qualidade.
Se ouvir música é acima de tudo um prazer, quando o fazemos repetidamente com volumes demasiado elevados passa a apresentar também alguns riscos.
Se frequentemente expões os teus ouvidos a um volume demasiado elevado, o teu sistema auditivo está sujeito a um desgaste demasiado prematuro. Os músicos, dj’s e os frequentadores assíduos de festas estão, por isso, mais propensos à perda de acuidade auditiva.

O risco de perda auditiva pode aumentar consoante:
O volume da música;
A proximidade das colunas;
O tempo de permanência no dancefloor;
Eventuais problemas auditivos anteriores.

Se tens alguns dos seguintes sintomas não hesites em consultar o médico!
Zumbido constante nos ouvidos;
Sensibilidade a ruídos altos;
Dificuldade em ouvir os outros quando existe barulho de fundo;
Sensação de que os outros comem as palavras ou falam demasiado rápido;
Tens sempre que lhes pedir para se repetirem;
Tens sempre que aumentar o volume da TV;
Ouves o telefone melhor com um ouvido que com o outro.
Para evitar chegar ao ponto de apresentar os sintomas acima descritos há que ter certos cuidados ao ouvir música e noutras situações.

Não te esqueças...
Os níveis de som nas discotecas podem chegar aos 120 dB e a margem de risco para os teus ouvidos é de 90dB. 120dB é já considerada margem de dor!
Fica pelo menos a 3 metros das colunas. Dançar junto das colunas aumenta os riscos! Faz pausas de 10 minutos a cada 45 minutos e de 30 minutos a cada 2 horas, em locais onde o som é mais baixo.
O algodão ou bocadinhos de tecido não protegem. Usa tampões! Assim, estás protegid@ mas não deixas de curtir o som.
O cansaço, a desidratação e o sobreaquecimento também aumentam os riscos. Assim já sabes mantém-te hidratado e faz pausas!
Se ouves música com head phones internos evita fazê-lo muito tempo seguido, faz pausas e não abuses do volume. Devido à proximidade com o ouvido, osphones internos causam grande pressão acústica pelo que os externos são preferíveis.
Se trabalhas com material sonoro ou com máquinas ruidosas usa protecção auricular. Além da música outras fontes de perigo excessivo podem ser as viaturas, maquinaria, televisão, jogos, etc.
Fiquem atentos e baixem o volume!

Para mais informações, consultar
http://check-in.apdes.net/quediz/img/checkinews_06.pdf


Força CHECK-IN, continuem o bom trabalho que têm desenvolvido! Os festivaleiros precisam de vocês :)


Imagem acedida em:
http://preditor.mio.co.za/assets/articles/images/resized/12109_resized_blackcoffee300.png