"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Shhh! Sound health in 8 steps


O nosso mundo cada vez mais barulhento está a corroer a nossa saúde mental. Julian Treasure estuda o som e aconselha empresas relativamente a como usá-lo melhor. É o presidente da Sound Agency, uma empresa que aconselha empresas por todo o mundo em como usar o som. Diz-nos para prestarmos atenção aos sons que nos rodeiam. Como é que eles nos fazem sentir: produtivos, nervosos, com energia?

Neste TED Talk Treasure expõe um plano de 8 passos para minimizar este assalto sónico (começando com aqueles tampões para ouvidos baratos) e recuperar a nossa relação com o som.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Metro de Lisboa multado em 118 000 euros por ruído



O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Metropolitano de Lisboa e a empresa construtora da Linha do Oriente (Metrexpo) a indemnizarem, num total de 118.500 euros, sete moradores, pelo ruído provocado por aquela obra, escreve a Lusa.

As obras arrancaram em 1995 e a partir de Fevereiro do ano seguinte passaram a realizar-se durante 24 horas por dia, incluindo domingos e feriados, uma vez que era urgente terminar aquela linha a tempo da abertura da Expo`98, marcada para Maio. O ruído provocado pelas obras levou a que sete moradores, entre os quais quatro juízes conselheiros, pusessem o caso em tribunal, depois de terem por várias outras vias tentado, sempre sem sucesso, que fosse respeitado o seu direito ao repouso e ao silêncio.

Segundo o acórdão de 19 de Outubro, a que Lusa teve acesso, o tribunal deu como provado que os ruídos chegaram a ser «de extrema violência» e foram «permanentes e extremamente incómodos» para os moradores, que se viram, assim privados, diariamente, de horas de sono durante a noite. Ainda segundo o tribunal, o martelar de ferro «acontecia a qualquer hora do dia ou da noite, muitas vezes às quatro ou cinco horas da madrugada, provocando sobressaltos e privando» os moradores de sono e descanso.

Um dos queixosos tomava comprimidos para dormir, outro viu-se obrigado a mudar de residência por lhe ser «absolutamente intolerável» a permanência na sua habitação, um outro passou a ter mais dores nas costas, em decorrência da privação de horas de sono. «A falta de descanso causou aos autores muito menor rendimento no trabalho, com dificuldades de concentração», e, a nível da própria dinâmica familiar, «houve alteração nas relações, dado o clima de irritabilidade que afectou cada uma das pessoas». Alguns chegaram a pernoitar nos corredores interiores das casas e no escritório. Além do barulho, as obras causaram «elevado número de poeiras».

A Metropolitano de Lisboa e a Metrexpo esgrimiram com a natureza e interesse público da obra, com base num despacho do secretário de Estado dos Transportes, que invocava como «imperativo de interesse público relevante» a conclusão dos trabalhos e o início da exploração da linha do metropolitano entre Alameda e Oriente até à data da abertura da Expo`98. No entanto, o tribunal considera que «não há justificação para a produção das ofensas durante o período normalmente utilizado para repouso», sublinhando que poderiam ter sido usadas «máquinas ou ferramentas menos poluidoras» ou mitigados os ruídos e a libertação das poeiras, «mediante adequados meios de protecção».

O STJ condena a Metropolitano de Lisboa a pagar, solidariamente, um total de 118.500 euros aos queixosos, variando o valor das indemnizações a cada um deles entre os 15 mil e os 20 mil euros.

Notícia acedida aqui

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010



"A cegueira separa o homem das coisas.

A surdez separa o homem do homem."


Helen Keller

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

OLHOS vs OUVIDOS


Estruturalmente a anatomia do ouvido apresenta cerca de 35 mil células ciliares internas.
Podem ser poucas comparadas com os 100 milhões de células fotorreceptoras que nos permitem ver.

No entanto, escutar é um acto passivo, não podemos escolher ouvir ou não ouvir: os ouvidos estão sempre "abertos". Quanto aos olhos, podemos "encerrá-los", fechando as pálpebras.


Ainda assim, em dias de muito sol, usamos óculos escuros para protegermos os nossos olhos.

E em dias de exposição a muito som, como durante festivais, concertos, trabalhos ruidosos, não deveríamos também proteger os nossos ouvidos?

Imagem acedida em:
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:4LmaxvwCLrGpzM:http://thesoundofbreathing.files.wordpress.com/2009/07/closed-eyes.jpg&t=1

sábado, 11 de dezembro de 2010

Napo e o ruído no trabalho

O Napo mostra-nos uma vez mais, de forma simples e explícita, os efeitos a longo prazo da falta de protecção auricular!



domingo, 5 de dezembro de 2010

Implicações no sistema vestibulo-coclear (não auditivas) devidas ao ruído


As consequências directas da exposição excessiva e/ou prolongada ao ruído sobre a capacidade auditiva são razoavelmente conhecidas. No entanto, esta exposição pode levar à manifestação de sequelas ao nível de outra função desempenhada por determinados componentes do órgão auditivo, nomeadamente, a função de equilíbrio.

O aparelho vestibulo-coclear apresenta dupla funcionalidade, sendo a cóclea responsável pela audição e o labirinto pela manutenção do equilíbrio.


Sabe-se que a exposição ao ruído, o uso de drogas e a exposição a substâncias químicas e/ou tóxicas são factores que podem causar perda parcial ou total das funções vestibulares e/ou cocleares.

Neste âmbito, Seligman desenvolveu um estudo, em 1993, no qual verificou que vários indivíduos, durante e após a exposição a níveis elevados de ruído, apresentavam distúrbios tipicamente vestibulares, nomeadamente, vertigens - acompanhadas, ou não, por náuseas - regurgitação (vómitos), suores frios, nistagmos, dilatação de pupilas, desmaios e, ainda, dificuldades no equilíbrio e na marcha.

Concluindo, as consequências decorrentes do ruído que se manifestam sobre o órgão auditivo não se confinam apenas ao nível da audição, podendo traduzir-se, de igual modo, no equilíbrio e na locomoção e, consequentemente, na funcionalidade quotidiana perante tarefas aparentemente simples, como por exemplo andar, sentar numa cadeira ou levantar da cama ao acordar.

Bibliografia:
Seligman, J. (1993). Efeitos não auditivos e aspectos psicosociais no indivíduo submetido a ruído intenso. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia., 59.9-257.





terça-feira, 9 de novembro de 2010

Para quem gosta de ouvir música ...

... e pretende continuar a ouvir com qualidade até pelo menos aos 100 anos...
... é melhor pensar duas vezes no volume do leitor de música!

Dêem uma olhadela neste filme.

Acedido em Make Love not Hearing Loss