"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Efeitos do ruído sobre a aprendizagem

Atenção pais e professores!

Estudos demonstram que as crianças expostas prolongadamente a níveis elevados de ruído evidenciam mais falhas em tarefas de leitura e um menor desenvolvimento das capacidades linguísticas.
As consequências podem revelar-se duradouras, por exemplo, se a criança for submetida a elevados níveis de ruído ao longo de todo o percurso escolar, de tal modo que tenderá a alcançar patamares inferiores quer ao nível do domínio da leitura quer no domínio da compreensão e expressão da linguagem, o que compromete a mestria na arte de bem falar.

Por outro lado, quanto maior a exposição ao ruído, maior o impacto negativo ao nível da própria motivação dos alunos, que poderão tender a perder o interesse nas actividades académicas.

Também a atenção pode sofrer impacto. É evidente que aquando da realização de uma tarefa para a qual é necessária concentração, se existirem ruídos concorrentes à direcção da atenção para o objecto da actividade, estes produzirão distracções que reduzem o rendimento na tarefas.

Estudos realizados em escolas expostas a uma quantidade significativa de tráfego aéreo e ferroviário revelam que o ruído é intrusivo ao ponto de distrair os alunos, potenciando o aparecimento de erros, bem como a diminuição da qualidade e quantidade de trabalho desenvolvido.


Numa perspectiva de potenciar o rendimento escolar do seu filho, é necessário primar por manter um ambiente tranquilo e silencioso, na medida do possível, quer em casa quer em contexto escolar.
Zele pelo seu filho, para que se torne num geniozinho.

Bibliografia acedida:
* Cohen, S.; Glass, D. C. & Singer, J. E. (1973). Apartment noise, auditory discrimination and reading ability in children. Journal of Experimental Social Psychology, 9, 407-422
* Kyzar, B. L. (1977). Noise pollution and the schools: How much is too much?. CEFP journal, 4, 10-11
* Kryter, K. (1985). The effects of noise on man. New York: Academic Press

Imagem acedida em:
* http://beezoblog.com/main/wp-content/uploads/2010/07/noise.jpg

domingo, 5 de setembro de 2010


''A qualidade da música é inversamente proporcional à intensidade do som"

Isaac Rocha


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O que é um decibel?


O bel (símbolo B) é uma unidade de medida da razão entre duas quantidades, sendo amplamente utilizado para uma grande variedade de medições em acústica, física e electrónica. Foi inventado por engenheiros do Bell Labs para quantificar a redução no nível acústico sobre um cabo de telefone padrão com uma milha de comprimento. Originalmente chamava-se unidade de transmissão ou TU, mas foi renomeado entre 1923 e 1924 em homenagem ao fundador do laboratório, Alexander Graham Bell.

O Decibel (dB) é a unidade de medida mais largamente utilizada para medir a intensidade do som. É uma unidade adimensional, semelhante à percentagem. A definição do dB é obtida com o uso do logaritmo.
Constitui uma escala logarítmica, em que se considera a unidade (1 dB) como o valor correspondente ao som mais baixo que o ouvido humano consegue detectar. 10 dB correspondem a um som 10 vezes mais intenso que 1 dB, 20 dB 100 vezes mais intenso, 30 dB 1000 vezes e assim sucessivamente.

Sabendo que o ouvido pode sofrer lesões a partir dos 85 dB, e que 120 dB corresponde ao limiar da dor, verificamos que qualquer habitante de uma cidade está diariamente exposto a agressões múltiplas com consequências que poderão ser irreversíveis.

Bibliografia:
http://ambiente.maiadigital.pt/ambiente/ruido/mais-informacao-1/sobre-a-poluicao-sonora/

Imagem acedida em:
http://www.phys.unsw.edu.au/jw/dB/noise-1dB.gif




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ruído nos Locais de Trabalho

Em todos os locais de trabalho há ruídos que podem atingir níveis de intensidade perigosos para a saúde e para a segurança dos trabalhadores. As fontes de ruído são diversas: máquinas, conversas, música, tráfego, vibrações... Qualquer que seja a fonte, os ruídos podem classificar-se em três tipos:
1. ruído uniforme, quando o nível de pressão acústica e os espectros de frequência são constantes durante um certo tempo relativamente longo, como por exemplo o ruído numa fábrica de fiação;
2. ruído intermitente, quando o nível de pressão acústica e o espectro das frequências variam constantemente, como por exemplo numa oficina de mecânica;
3. ruído impulsivo, quando o nível de pressão acústica é muito elevado mas dura pouco tempo (menos de 1/5 do segundo), como por exemplo um tiro. É o tipo mais perigoso pois pode originar traumas imediatos.

Para uma exposição permanente a ruídos - 40 horas por semana - num posto de trabalho, considera-se que 85 dB é o valor de alarme, a partir do qual se deve começar a pensar em diminuir o ruído e 90 dB é considerado o mínimo valor perigoso.
Portanto acima deste nível (90 dB) começa a ser apreciável o risco de surdez profissional, risco este tanto maior quanto mais elevado for o nível do ruído e /ou o tempo de exposição ou anos de trabalho.

Em ambientes de trabalho com estes riscos devem efectuar-se exames audiométricos periódicos aos trabalhadores. Devem de igual modo empreender-se acções para diminuição do ruído ou do tempo de exposição ou ainda melhorar a protecção dos trabalhadores.
A necessidade de verificar se os níveis são susceptíveis de provocar danos auditivos ou deterioração do ambiente de trabalho é inquestionável. A prevenção do ruído deve ser feita na fase de concepção de qualquer empresa/organismo para ser o mais racional possível e a mais económica.

artigo adaptado de Universidade Aberta, 2002, O ruído e o trabalho, acedido em http://www.univ-ab.pt/formacao/sehit/curso/ruido/uni2/medicao.html


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como perceber se um som é traumático?

Um som/ruído perigoso ao ponto de provocar lesões nos nossos ouvidos nem sempre é percepcionado como tal.
Segundo o professor João Paço, especialista em Otorrinolaringologia, existem quatro indicadores fáceis e fiáveis:

1. Quando o som é apr
eciavelmente mais alto do que numa conversação normal.
2. Quando é difícil manter uma conversação durante a emissão do som.

3. Quando aparecem zumbidos nos ouvidos após a exposição ao som.

4. Quando se tem a sensação de que os ouvidos (e a cabeça) estão cheios.


Ruídos do dia-a-dia:

120 dB

O volume de som dos leitores de música oscila entre os 60 e os 120 dB. O nível máximo recomendado é de 80 dB para uma exposição que não deve exceder as 40 horas semanais

99 dB

O resultado de medições realizadas no âmbito de uma tese de mestrado em Engenharia do Ambiente, da autoria de Victor Hugo Valente, numa discoteca, foram de 99 dB de energia audível

90 dB

O nível de ruído de um avião em descolagem corresponde a 90 dB, segundo o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)

77 dB

Uma medição de 15 minutos, iniciada cerca das 17 horas de um dia útil, ao trânsito da Segunda Circular de Lisboa, teve 77 dB como valor médio. O LNEC registou 74 dB como valor mínimo e 89 dB como valor máximo.

76 dB

Desde que entra na estação, até a deixar, o valor médio de ruído produzido por um comboio é de 76 dB. No sonómetro do LNEC, o ruído de travagem foi de 84 dB.



Adaptado de [SOS ruído] de Isabel Lopes
in REVISTAÚNICA
#1960 22 Maio 2010


domingo, 13 de junho de 2010

Ruído no mundial: o perigo da vuvuzela

A vuvuzela, uma espécie de corneta típica da África do Sul tornou-se popular na década de 90, tendo surgido entre grupos de adeptos de futebol. Mas só em 2001 a empresa local Masincedane Sport começou a produzir o instrumento em massa, numa versão de plástico.
A vuvuzela promete dar o tom de festa durante a Copa da Mundo na África do Sul, contudo, o barulho que produz tem sido alvo de muitas críticas, inclusivamente dos jogadores, que se sentem incomodados no campo.

Segunda-feira, 7 de Junho, a fundação Hear the World (organização formada pela empresa especializada em produtos de surdez suíça Phonak para criar consciencialização sobre a perda de audição) divulgou que a vuvuzela produz mais ruído do que uma motosserra.
A vuvuzela emite um som de 127 decibéis e de acordo com a Hear the World, a exposição continuada a 85 decibéis pode gerar perda de audição permanente, podendo concluir-se que a vuvuzela coloca as pessoas em risco de perda permanente da audição. Por isso, a organização Hear the World apela ao uso de protectores auriculares, para evitar riscos.

Foi proposto ao engenheiro Hamilton Tambelini, da empresa Ruído Menor, que fizesse a comparação com sons típicos de uma cidade grande. Resultado: a vuvuzela faz mais barulho que o trânsito da Marginal Tietê e até de um helicóptero em São Paulo. Tambelini afirmou que "a vuvuzela, se tocada muito próxima ao ouvido, pode provocar lesões auditivas permanentes (…) Se pensar que uma partida de futebol tem 90 minutos, fora a festa nos minutos que antecedem a partida, imagine o risco de lesão auditiva que o torcedor estará exposto". Deste modo, também Tambelini salienta a importância do uso de protector auricular durante os jogos, quer nos estádios, quer mesmo num café ou em casa.


A FIFA, no entanto, autorizou a utilização do instrumento de plá
stico durante o torneio, que começa na próxima sexta, após um teste em estádio para 95 mil pessoas em Johanesburgo em que se avaliou a possibilidade das cornetas interferirem nos anúncios de emergência. O presidente da FIFA, Sepp Blatter, veio a público defender a utilização da corneta dizendo que faz parte da cultura local.

Há que considerar que o clima de festa durante a Copa do Mundo da África do Sul pode amenizar a intolerância das pessoas pelo barulho provocado pelas cornetas. Portanto, é caso para dizer Mais vale prevenir do que remediar: proteja-se e avise as pessoas próximas de si. E lembre-se, no caso da PAIR, não há remédio que a cure…


Bibliografia:

Imagens acedidas em:

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Revisão das normas de segurança dos leitores de música na União Europeia

Mp3, iPods e outros leitores de música pessoais vão passar a ter o volume limitado para evitar perdas de audição aos seus utilizadores.

Em causa está um mercado de 50 a 100 milhões de europeus que usam diariamente estes aparelhos, dos quais 10 milhões correm o risco de ter problemas auditivos, segundo as estimativas da União Europeia (UE).
Os equipamentos vendidos na UE passarão a ter obrigatoriedade de conter um dispositivo de regulação automática do volume, pretendendo impedir que sejam atingidos níveis sonoros susc
eptíveis de provocarem lesões auditivas.

Segundo um comité científico da UE, a utilização segura destes aparelhos depende não só dos níveis sonoros, como também do tempo de exposição a estes.
Na maioria dos leitores de música pessoais, o volume oscila entre os 60 e os 120 dB.

80 dB é o nível máximo recomendado para uma exposição máxima de 40 horas semanais.

Este processo de revisão de normas da segurança dos leitores de música mais seguros foi iniciado em Setembro de 2009 e poderá durar 24 meses, dado que envolve cientistas, representantes da indústria e dos consumidores, entre outros.

Actualmente, os fabricantes apenas têm obrigação de incluir um aviso de eventual perigo no manual de instruções...

Adaptado de [SOS ruído] de Isabel Lopes
in REVISTAÚNICA
#1960 22 Maio 2010