"O barulho é a tortura do homem de pensamento" (Schopenhauer)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

May: Speech and Hearing Awareness Month - Tip nº3

THROUGHOUT THE MONTH OF MAY, WE SHOULD ALL RAISE AWARENESS OF HEARING HAZARDS AND RESPONSIBILITIES.

Tip 3:
Control the volume when you can.
Don't buy noisy toys, appliances, or tools when there are quieter alternatives. Reduce the noise in your life by turning down the volume on the stereo, television, or car radio, and especially on personal listening devices with earphones.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

May: Speech and Hearing Awareness Month - Tip nº2

THROUGHOUT THE MONTH OF MAY, WE SHOULD ALL RAISE AWARENESS OF HEARING HAZARDS AND RESPONSIBILITIES.

Tip 2:
There are three things to consider about noise: HOW LOUD, HOW LONG & HOW CLOSE



1. How loud: Noises in excess of 85 decibels are considered by qualified audiologists to be in the danger zone for hearing health. Eliminate unwanted noise and keep television, stereo and radio at a low or moderate.volume.
2. How long: Try to limit the amount of time you are exposed to loud noises.
3. How close: If you are in a noisy environment, close to the noise source, protect your hearing with devices such as earplugs.

Remember, the best way to avoid noise-induced hearing loss is to work on prevention early in life.

Image from:
http://www.exceptionalhearing.com/joomla/images/stories/loud2.jpg

quarta-feira, 11 de maio de 2011

May: Speech and Hearing Awareness Month - Tip nº1

Throughout the month of May, we should all raise awareness of hearing hazards and responsibilities.

Tip 1:
Earplugs only work if you put them in properly. Step-by-step instructions at Properly inserting Foam Earplugs

Or you can also watch the video:


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho

Hoje, 28 de Abril, celebra-se:
  • Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho – Portugal
  • Dia Internacional da Segurança e Saúde no Trabalho – OIT (Organização Internacional do Trabalho)
  • Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais – CSI-ETUC
A UGT (União Geral de Trabalhadores) em consonância com todos os parceiros da CSI (Confederação Sindical Internacional) e todos aqueles que se associam a esta efeméride salientam que esta jornada representa um momento de reflexão ímpar no mundo do trabalho e na sociedade em geral.
Segundo dados da OIT anualmente perdem a vida mais de 2 milhões de trabalhadores, ocorrem cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, mais de 1 milhão de trabalhadores ficam incapacitados e cerca de 160 milhões contraem doenças por causas directamente relacionadas com o trabalho.

O balanço efectuado à sinistralidade laboral em Portugal na última década, antes da implementação da Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2008 –2012, mais especificamente entre o período de 1998 a 2007, regista cerca de 2773 mortes de trabalhadores nos 2,269,243 acidentes de trabalho e que, por seu turno, também provocaram a perda de 58, 230, 087 dias de trabalho.

Segundo dados da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho), em 2010, ocorreram 88 acidentes mortais, sendo que 35 destes acidentes se verificaram no sector da construção civil, tendo sido as quedas em altura a principal causa de mortalidade laboral, responsáveis por 32 mortes no trabalho.

Relativamente a doença profissional, os dados disponíveis são relativos ao ano 2008, tendo sido certificado um total de 4841 novos casos de doença e 132 óbitos cuja morte esteve relacionada com doença profissional. As doenças de maior incidência foram as músculo-esqueléticas que no seu conjunto representaram cerca de 66,32% (2925 doenças), seguidas das doenças da audição – surdez profissional – que representaram 12,97% (572 casos) do total.



Vamos celebrar este dia alertando para a necessidade de uma nova cultura de segurança!
É necessário consciencializar que a segurança traz benefícios e não deve ser vista como um custo!
A higiene e segurança é necessária em todas as empresas e em todas as fases, desde o projecto à avaliação de riscos!
A prevenção cabe a todos e é para todos!
Imagem acedida em:
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sábado, 23 de abril de 2011

O enfraquecimento do ouvido e as suas causas

Neste blogue, tem vindo a ser abordado o ruído como causa da perda auditiva. No entanto, no sentido de completar o repertório de causas que podem levar à perda auditiva, pensou-se referir outros factores que podem estar na origem das referidas perturbações. Diversas doenças circulatórias, alterações metabólicas e otites são responsáveis pelo enfraquecimento da capacidade auditiva, no entanto é a deterioração devido à idade a que mais frequentemente leva a este problema, verificando-se que depois dos 65 anos, 3 em cada 10 pessoas têm problemas auditivos. Apesar disso, importa salientar que é o ruído que merece presença no banco dos réus.

  • Idade

As estatísticas indicam que em Portugal, mais de 30% da população com idade superior a 65 anos sofre de problemas auditivos mais ou menos graves, como consequência do avançar dos anos. A diminuição da capacidade de audição é a perturbação mais comum na terceira idade.

  • Ruído

O ruído é a primeira causa de invalidez profissional (50-60% dos pensionistas). No entanto, um estudo levado a cabo em Lisboa demonstrou que existe já uma significativa diminuição da audição em menores de 18 anos. Um professor de Audiologia refere “Devíamos rever a teoria de que a diminuição da audição é própria de uma cidade industrializada. Já não é só a idade que conta, mas o tempo que lá se permaneceu exposto a barulho excessivo.” De facto a lei considera 65 Decibéis como o “máximo suportável sem danos para o ouvido” mas este limite é quebrado continuamente.

A ensurdecedora coluna sonora dos nossos dias não é só fastidiosa, tornando-se prejudicial. Para além disso, não é só o ouvido a sofrer sérias repercussões consequentes do excesso de ruído, mas todo o organismo.

  • Hereditariedade

Cerca de um terço dos deficientes auditivos nascem com a perturbação, devendo-se a mesma a factores hereditários, nomeadamente, um gene recentemente descoberto, a connexina 26. Com isto, compreende-se que se na família houver algum caso de surdez, existe a possibilidade de transmissão aos filhos.

  • Infecção
Diversas doenças bacterianas e virais (escarlatina, sarampo, meningite, entre outras) podem afectar o ouvido e provocar a perda de audição mais ou menos grave. A otite é uma doença frequente na infância e, quando não é adequadamente tratada, pode causar uma surdez irreversível.

  • Otosclerose

Trata-se de uma doença que provoca a perda de mobilidade dos ossos do ouvido médio, o que, consequentemente, leva a que as vibrações transmitidas pelo ouvido interno não se (re)produzam adequadamente, como num ouvido saudável, e, por conseguinte, diminui a capacidade de percepção auditiva.

  • Medicamentos, tabaco e alcóol

Está provado que alguns medicamentos podem exercer uma acção negativa nos diversos órgãos do sistema auditivo, designando-se por ototóxicos, o que significa que são tóxicos para o ouvido. Também o álcool e o tabaco podem exercer este tipo de efeitos nocivos.


Informação acedida e adaptada a partir de: “O guia Amplifon para a audição”, Lisboa: AMPLIFON

Imagem acedida em: http://www.tudosobreplantas.net/wp-content/uploads/2009/02/mezinhas-para-dores-ouvido.jpg

sábado, 16 de abril de 2011

A saúde vocal dos professores

Hoje, 16 de Abril, comemora-se o dia mundial da Voz. A voz pode ser definida como o som produzido pela vibração das pregas vocais (também conhecidas como cordas vocais), na laringe, pelo ar vindo dos pulmões.

As alterações/distúrbios da voz podem estar relacionadas à inadequada competição sonora nos contextos ambientais nos quais as pessoas se inserem, decorrente dos elevados níveis de ruído. Têm sido desenvolvidas pesquisas que reconhecem e avaliam o ruído nos diferentes locais de trabalho, relacionando-o aos distúrbios vocais, bem como seus possíveis efeitos na saúde do trabalhador e produtividade do mesmo.

A actividade profissional revela-se um factor de risco para o surgimento de lesões que acometem as estruturas corporais. Essas lesões podem afectar a realização plena das actividades profissionais, gerando, por vezes, incapacidades temporárias ou permanentes, podendo, nos casos mais graves, levar ao afastamento definitivo das actividades profissionais.

Os profissionais da voz, isto é, indivíduos que têm como instrumento de trabalho a voz, da qual dependem para exercer a sua profissão (entre os quais: Cantores, Actores, Professores, Pastores e Padres, Advogados, Juízes, Promotores, Repórteres, Operadores de telemarketing, Políticos, etc.) constituem profissionais de risco relativamente à saúde vocal. Ora se estes profissionais laborarem em ambientes ruidosos, maiores serão as probabilidades de ocorrerem danos relacionados com problemas vocais, em virtude da necessidade de concorrência da voz com os ruídos do contexto.

Gonçalves, Silva & Coutinho (2009) desenvolveram um estudo que correlaciona o ruído com a ocorrência de problemas vocais em professores, o qual considerei pertinente divulgar no âmbito do Dia Mundial da Voz. Os autores apontam que os professores estão entre os dez profissionais que mais procuram ajuda médica devido a problemas vocais.

A intervenção em Terapia da Fala torna-se uma ajuda importante importante, mas não constitui uma solução, pois o professor, depois de afastado e recuperado, volta às mesmas condições de ambiente de trabalho ruidosas que exigem o esforço acrescido que está na causa do problema.

A inteligibilidade de fala é definida como a relação entre palavras faladas e palavras entendidas expressa em porcentagem. Para que a comunicação seja efectiva e inteligível, a inteligibilidade da fala deve ser superior a 90% (Nepomuceno, 1994 cit in Gonçalves, Silva & Coutinho, 2009). Para palavras fáceis, a inteligibilidade de 100% das mesmas exige uma intensidade de voz de 10 dB(A) acima do ruído de fundo.

O ruído acima de 60 dB(A) exige ao professor a elevação do nível de intensidade de sua voz para que os alunos o ouçam e compreendam. Naturalmente que este nível elevado causará fadiga, além de levar à utilização esforçada e excessiva das pregas vocais de quem fala, potenciando o desenvolvimento de patologias como nódulos vocais, que irão interferir directamente no seu nível de desempenho. Com o passar dos anos, o professor começa a percepcionar sinais deste abuso vocal, entre os quais rouquidão e dores ao nível da laringe, além de outros problemas indirectos tais como efeitos psicológicos pela incapacidade de exercer a função de maneira adequada e efeitos colaterais diversos como dores de cabeça.Por outro lado, a concorrência de estímulos sonoros compromete as condições de concentração para actividades mentais e psicológicas dos alunos que o escutam (Pimentel-Souza, 1992 cit in Gonçalves, Silva & Coutinho, 2009).

De acordo com o estudo, 91,9% dos professores afirmaram que ao ministrar as aulas o ruído é efectivamente um problema que interfere no seu desempenho profissional, tendo 94,6% dos professores afirmado que deste modo sentem necessidade de aumentar o seu tom de voz para que haja inteligibilidade de fala na sala de aula. Os professores citam sintomas como desgaste vocal (51,4%), dores de garganta (83,8%), voz rouca (81,1%), dores de cabeça (48,6%) e stress (83,8%) como decorrentes do desgaste físico provocado pelo ruído em sala de aula. Diante deste fato, conclui-se que o ruído é o grande causador de desgaste e fadiga vocal dos professores, além de contribuir para a queda de produtividade dos profissionais bem como do rendimento dos alunos.

Nessa pesquisa foi possível concluir que em 97,30% das salas de aula avaliadas os níveis de ruído encontravam-se acima dos limites padrão aceitáveis exigidos pelas entidades competentes.

Torna-se necessário tomar as devidas precauções, as quais passam por manter hábitos de uma boa saúde vocal, eliminar, se possível, as fontes de ruído desnecessárias e, também, procurar promover um melhor isolamento sonoro nas salas de aulas de modo a evitar que as ondas sonoras sejam reflectidas, condicionando a compreensão do que é dito e exigindo que o professor fale mais alto.

Brevemente colocarei algumas sugestões para preservar a saúde vocal.


Informação acedida em:
Gonçalves, V.; Silva, L. & Coutinho, A. (2009). Ruído como agente comprometedor da inteligibilidade de fala dos professores. Produção, v.19, n.3, pp. 466-447
Imagem acedida em:
http://www.brasilescola.com/upload/e/voz%20de%20professor.jpg